sexta-feira, 20 de abril de 2018

Prefeitura de Curitiba pede que Lula seja transferido da sede da PF

 | Aniele Nascimento/Gazeta do PovoA prefeitura de Curitiba pediu à Justiça Federal a transferência do ex-presidente Lula da sede da Polícia Federal (PF), no bairro Santa Cândida, para um outro local. A alegação foi o fato de a prisão de Lula na Superintendência da PF gerar transtornos aos moradores da região e a funcionários do órgão. O pedido foi feito pela procuradora-geral do município, Vanessa Volpi Bellegard Palácios.
Segundo a prefeitura, o município já tomou todas as medidas que estavam ao seu alcance para resolver os problemas que vêm surgindo com a presença do acampamento de militantes pró-Lula no entorno do prédio da PF. A prefeitura, inclusive, já havia pedido a proibição da montagem de estruturas do acampamento no bairro. No sábado (7), data em que o ex-presidente chegou a Curitiba, o juiz Ernani Mendes Silva Filho atendeu o pedido, mesmo assim a montagem das estruturas continuou.
No documento, para formalizar o pedido de transferência do ex-presidente Lula, a procuradora-geral destaca o acirramento dos ânimos com as manifestações e também as constantes reclamações dos moradores e comerciantes do bairro Santa Cândida pela presença do acampamento. O texto também fala que a sede da Polícia Federal fica num bairro residencial e que a “estrutura do local não é adequada para custodiar um ex-presidente da República”. O mesmo pedido já havia sido feito pelo Sindicato dos Delegados de Polícia Federal.
A Procuradoria-Geral do Município não definiu um local para a transferência – o que é da competência da Justiça Federal –, mas a PGM pediu que o cumprimento da pena do ex-presidente seja feito em “local seguro e adequado às circunstâncias do caso, restabelecendo-se a ordem, o direito de ir e vir e a segurança da população, por ser medida de justiça!”.
A reportagem esteve no acampamento nesta tarde, mas não ninguém tinha conhecimento sobre essas questões. A Justiça Federal ainda não se manifestou sobre o pedido.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

retirada de acampamento pró-Lula

 | Aniele Nascimento/Gazeta do PovoReunião feita nesta segunda-feira (16) definiu a retirada do acampamento dos manifestantes pró-Lula dos arredores da sede da Polícia Federal, no bairro Santa Cândida, em Curitiba, onde o ex-presidente petista está detido desde o dia 7 de abril. Pelo que diz o acordo, assinado inclusive por representantes do Partido dos Trabalhadores (PT), o acampamento será retirado do atual local. No entanto, fica mantida a possibilidade de concentração dos militantes no mesmo ponto – entre as Ruas Barreto Coutinho e Guilherme Matter –, das 8h às 21h todos os dias, sendo o uso de som permitido até 19h30. As informações foram confirmadas pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) e também pelo Ministério Público do Paraná, que intermediou a reunião.
No início da noite desta segunda-feira, a reportagem esteve no acampamento e apurou que os manifestantes não querem ir para o Parque do Atuba, a aproximadamente 3 km do ponto de onde a vigília está hoje.Até as 19h40, ainda não havia informações sobre qual será o novo endereço em que os militantes irão passar a pernoitar. A informação é de que será um terreno vazio na região.Essa questão, porém, deve ser definida em uma reunião no acampamento na manhã desta terça-feira (17), a partir das 9h.
O Partidos dos Trabalhadores informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que vai manter apenas as quatro tendas na região da PF para possibilitar os atos políticos, mas que toda a mobilização pró-Lula do acampamento vai continuar. A nota reforçou que a saída acontecerá até as 18h de terça. O PT também agradeceu a colaboração de parte dos moradores do bairro que apoiou o acampamento.
Montado no dia 8 de abril, um dia após a chegada de Lula à sede da PF em Curitiba, o acampamento já havia sido alvo de um pedido de transferência feito pela prefeitura da capital. A alegação foi o fato de a prisão de Lula gerar transtornos aos moradores da região e a funcionários do órgão.

Acordo

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Com o acordo assinado hoje ,o prazo final para que todas as barracas sejam desmontadas e levadas para o parque é às 18h desta terça-feira (17). Anteriormente, a informação da prefeitura era de que o acesso ao parque continuaria normal.
O documento definiu que na área onde o acampamento foi originalmente montado poderão ser mantidas apenas quatro tendas para “assegurar a estrutura necessária à liberdade de manifestação”, mas sem qualquer pernoite no espaço. O acordo traz ainda que o uso de equipamentos de som será permitido até as 19h30, e que eventos como shows e apresentação de artistas e políticos dependerão de definição prévia com autoridades municipais.
Com isso, ainda ficam temporariamente suspensos o interdito proibitório da prefeitura de Curitiba que impedia a montagem de estruturas de acampamento em parques e praças da cidade e a ação que resultou na aplicação de multa em R$ 500 mil em caso de desobediência da decisão judicial do interdito.
De acordo com o MP, as tratativas do documento foram definidas em comum acordo. “Foi uma solução que agradou a todos”, explicou Procurador-Geral de Justiça do MP-PR Olympio de Sá Sotto Maior Neto. “Garantiu-se de um lado o livre direito de manifestação das pessoas e de outro lado foi possível garantir a tranquilidade de moradores que estavam reclamando no sentido de serem perturbados”, acrescentou, referindo-se às queixas relatadas por quem tem casa nas imediações do acampamento.
Além dos transtornos para acessar suas residências, muitos moradores também passaram a reclamar de barulho durante a madrugada, dos vendedores ambulantes que se acumularam na região e até mesmo de manifestantes que faziam as necessidades nas ruas.

Isolamento

Até as 17h desta segunda, a Secretaria de Estado da Segurança Pública não informou se, com a mudança do acampamento das imediações da PF, os bloqueios feitos pela Polícia Militar serão mantidos. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Sesp se limitou a dizer que a manutenção das barreiras policias “vai depender da necessidade”.
Desde que o acampamento foi montado, o esquema de segurança continuava em reforço na região, com equipes de PMs bloqueando os principais acessos à sede da superintendência -- inclusive para quem precisava utilizar os serviços oferecidos pelo órgão, como a confecção de passaporte, por exemplo.

domingo, 15 de abril de 2018

MBL faz churrasco no Centro Cívico contra acampamento pró-Lula

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2018/04/13/Curitiba/Imagens/Vivo/WhatsApp Image 2018-04-13 at 19.37.50.jpegManifestantes do Movimento Brasil Livre (MBL) organizaram, na noite desta sexta-feira (13), uma churrascada em frente ao Palácio Iguaçu, sede do governo do estado, no Centro Cívico, em Curitiba, para protestar contra a corrupção e pedir que se cumpra a decisão judicial que proíbe a presença do acampamento do Movimento Sem Terra (MST) no entorno do prédio da Superintendência da Polícia Federal (PF), no bairro Santa Cândida, onde está preso o ex-presidente Lula (PT).
Por volta das 19h30, cerca de 15 manifestantes participavam do churrasco. Segundo Denise de Souza, conselheira regional do MBL, serão assados seis quilos de carne e seis quilos de linguiça. Além disso, os participantes ainda terão direito a pão e refrigerante. “Nós queremos chamar a atenção para o que está acontecendo em Curitiba”, explicou a conselheira. Segundo ela, o ato deve durar até as 21h30 e toda a população está convidada.
O marceneiro Junior Ramos, integrante do MBL, diz que o movimento já protocolou três requerimentos na Câmara Municipal para que a prefeitura tome uma atitude. “Queremos que seja cumprida a ordem de desocupação do Santa Cândida.Tá uma situação complicada [no acampamento], a gente foi até lá pra gravar algumas imagens e vimos que os moradores estão com muito medo. Falta vontade política pra resolver a situação, a decisão não tá sendo cumprida”, apontou.
 | Lineu Filho/Tribuna do Paraná
A Polícia Militar (PM) acompanhava o ato no Palácio. Em conversa com os organizadores, que cobraram uma ação imediata da PM para reintegrar a posse na região do Santa Cândida, os policiais disseram que nada será feito sem planejamento adequado, que deve partir da Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp).
Além da presença dos líderes locais do MBL, também participam do ato alguns líderes nacionais e regionais.

MST são xingados em Curitiba

Carro de som passou xingando manifestantes no entorno do acampamento pró-Lula. | ColaboraçãoUm incidente entre manifestantes contra e a favor do ex-presidente Lula foi registrado no bairro Santa Cândida, perto de onde o petista está preso em Curitiba, na tarde desta sexta-feira. Um carro de som – enfeitado com uma foto do juiz Sergio Moro e faixas verde e amarelas – passou pela Rua João Gbur, a rápida sentido Centro, xingando integrantes do Movimento Sem Terra (MST) de vagabundos. Os manifestantes do acampamento pró-Lula em Curitiba revidaram jogando abacates no veículo. A cena aconteceu por volta das 17h, nas imediações da Superintendência da Polícia Federal.“Vão trabalhar vagabundos, vocês não sabem nem o que estão fazendo aí”, gritou um homem de cima do carro de som. Alguns manifestantes pró-Lula que se reuniam em um estacionamento, enquanto isso, não perderam tempo: pegaram abacates de uma árvore do terreno e arremessaram na direção do carro de som. No veículo, também estavam estendidas faixas com as inscrições “Acampamento Lava Jato” e “Parabéns Dr. Sérgio Moro, o juiz que orgulha o Brasil”. O homem que proferiu os insultos se identificou como eleitor do pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL).
No acampamento, alguns defensores de Lula afirmam que situações desse tipo não tem acontecido com frequência: “Eu vi esse carro passando uma outra vez só, na tarde de ontem”, contou um integrante da Central Única dos Trabalhadores (CUT) que chegou na região na quarta-feira (11). Segundo um policial militar, que cuida dos bloqueios de trânsito na região, essa foi a primeira vez que viu o carro de som passando por ali desde o início do acampamento.

Madrugadores vivem mais

Más notícias para as corujas.  Seu risco de morte prematura é 10% maior do que para os madrugadores, segundo estudo
“Corujas noturnas” - pessoas que gostam de ficar acordadas até tarde e têm problemas para se arrastar para fora da cama pela manhã - têm um risco 10% maior de morrer mais cedo do que “cotovias”, pessoas que têm uma preferência natural por ir para a cama cedo e Levante-se com o sol.
Corujas noturnas devem ficar atentas: Um novo estudo sobre as taxas de mortalidade de quase meio milhão de pessoas descobre que os indivíduos que preferiam ficar acordados até tarde eram mais propensos a morrer no final de um período de seis anos e meio.
Os resultados, descritos na revista Chronobiology International, oferecem o primeiro estudo relacionando o risco de mortalidade a hábitos noturnos de dormir, de acordo com os autores. Os resultados poderiam ajudar os pesquisadores a entender melhor outro aspecto do papel que os ritmos circadianos desempenham na saúde humana.
Os cientistas há muito estudam se os noctívagos estão sobrecarregados com os impactos à saúde - algumas pesquisas associaram a preferência por dormir tarde a taxas mais altas de diabetes, doenças cardíacas e obesidade, entre outros. Mas pouco se sabia sobre se havia uma ligação entre dormir tarde e o resultado final: uma morte anterior.
"Queríamos ver se isso também se traduziu em um aumento do risco de mortalidade e ninguém havia feito isso antes", disse Kristen Knutson, antropóloga da Northwestern University.
Fonte : Los Angeles Times  12/04/2018

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Lula sem dinheiro ?

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Deputados e senadores do PT vão contribuir mensalmente com uma vaquinha para pagar as contas pessoais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ele está sem recursos para bancar as despesas depois que suas contas pessoais e as do Instituto Lula foram bloqueadas pela Justiça.
O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, afirmou na quarta-feira (11) à reportagem que o ex-presidente “não tem mais como pagar água, luz, telefone de seu apartamento nem convênio médico, advogados, nada”.
Okamoto, que também teve as contas bloqueadas, diz que “querem que a gente morra de fome, de sede, sem defesa, de frio”.
Resultado de imagem para deputados e senadores do PTA senadora Gleisi Hoffmann, que preside o PT, diz que os parlamentares decidiram arrecadar os recursos e destiná-los aos pagamentos das despesas de Lula.
“É difícil porque deputado e senador do PT são duros. Já contribuímos com R$ 4 mil para o partido. Mas vamos ajudar, cada um dando R$ 500 ou R$ 1.000 já é uma boa colaboração”, diz ela.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Bastidores das negociações de Lula para ir a prisão

Resultado de imagem para lula no sindicato presoConhecida a decisão de Luiz Inácio Lula da Silva de não se apresentar à Justiça, advogados do ex-presidente e a direção do PT abriram um canal de negociação com a cúpula da Polícia Federal.
Resultado de imagem para jose eduardo cardozoO responsável pelo primeiro contato foi o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardoso, que cancelou uma viagem para a Espanha e passou todo o dia de ontem (6/4) na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, onde Lula está desde a noite de quinta-feira (6/4). A partir de então, as negociações foram conduzidas, pelo lado de Lula, por três pessoas cujos nomes não foram divulgados.
Em nome da PF, as conversas foram lideradas pelo delegado Igor Romário de Paulo. Diante do impasse, ele afirmou que a possibilidade de entrar à força no sindicato era “remota”. “A prioridade é evitar confronto, o que faria inflar ainda mais os ânimos”, disse.
Resultado de imagem para lula no sindicato presoSegundo petistas, por volta das 15h a PF foi informada que Lula não se entregaria em Curitiba, contrariando a ordem de prisão assinada pelo juiz da 13º Vara da cidade, Sérgio Moro. Os emissários do ex-presidente alegaram falta de tempo hábil para viabilizar a viagem.
Na verdade, foi uma decisão política.
Resultado de imagem para lula no sindicato presoLula não queria passar a impressão de ter se “curvado” ao juiz Moro e à força tarefa da Lava Jato. Além disso, movimentos sociais que participaram das mobilizações em defesa de Lula fizeram chegar ao ex-presidente posicionamento contrário à rendição do petista. Alguns deles disseram que estariam dispostos a resistir fisicamente ao cumprimento do mandado de prisão.
Resultado de imagem para lula no sindicato presoPessoas que participaram das conversas disseram que a radicalização de aliados do ex-presidente faria parte de uma estratégia para tentar apressar o julgamento das Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs) sobre a prisão em segunda instância no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com estas fontes, o fim da prisão em segunda instância interessaria a adversários políticos do ex-presidente Lula tanto no Congresso quanto no governo.
Segundo relatos que pessoas que estiveram com o ex-presidente, Lula teria alternado momentos de emoção e até choro. Apesar da expectativa, ele acabou não discursando em um carro de som no local.
O preparo da polícia para a resistência
Desde a noite de ontem (6/4), o comando da Segurança Pública se preparou para a “resistência de Lula e dos petistas”. Dois pelotões do 3º Batalhão da tropa de choque foram enviados pelo comandante-geral, coronel Nivaldo Restivo, para São Bernardo do Campo.
Eram cerca de 60 homens com um caminhão lançador de água com a ordem de atuar somente em caso de quebra da ordem e se o policiamento territorial não fosse suficiente para restabelecê-la.
Todos o restante do Comando de Policiamento de Choque permanecia em prontidão em São Paulo. Não havia ordem então para que a tropa capturasse o líder petista, mas sua presença na região do ABCD servia como um instrumento de dissuasão.
À tarde, o comando da Segurança Pública foi informado que Lula não ia se entregar. O ex-presidente só deixaria a sede do sindicato após missa em memória de sua mulher, dona Marisa Letícia, que deve se realizar hoje (7/4) na sede do sindicato. O petista ainda tentava permanecer preso em São Paulo em vez de ser levado para Curitiba.
Empossado ontem (6/4) no cargo, o governador Márcio França disse que “ordens judiciais são para ser cumprida”. “A gente não pode achar bonito nem gostoso ter um ex-presidente da República com uma dificuldade desse tamanho. Mas ordens judiciais não são para ser discutidas, são para ser cumpridas”, disse França.
A ideia é que Lula se apresente hoje (7/4), em “campo neutro”, depois da missa em homenagem ao aniversário de 67 anos de dona Marisa Letícia.